o meu almoço II






Um almoço de trabalho: borscht, um bolo de bolacha e mirtilos e para aquecer um licor caseiro também de mirtilos.

o meu almoço I










Depois de um longo dia (ou noite) um maravilhoso almoço: salmão fumado com maionese e funcho, pepinos de conserva, rena fumada, uns salgados de arroz cujo nome não fixei, mas vou tentar saber, isto tudo acompanhado com vodka gelado. Fiquei logo preparada para enfrentar o frio.

quente e frio


Aterro às cinco da manhã em Helsínquia, estão dez graus negativos. A minha anfitriã é Verna Kaunisto que, ainda em Portugal, me convidou para ilustrar um livro de cozinha seu. À minha espera estão uns "caracóis" acabados de fazer, que me vão ficar na memória. É uma recepção calorosa, não tenho qualquer dúvida. Lá fora é noite e está tudo branco.

Receita dos caracóis:


5 dl de leite morno

50 g de fermento de pão

1 ovo

150 g de manteiga derretida

1 colher de café de sal

200 g de açúcar

1 colher de café cardamomo em pó

100 g de farinha de trigo

para o recheio

50 g de manteiga derretida

150 g de açúcar

1 colher de sopa de canela em pó

Misturar o açúcar com o leite morno e o fermento de padeiro, deixar por cinco minutos. Misturar com o ovo, o sal e o cardamomo e juntar a farinha a pouco e pouco, mexendo sempre. Continuar a amassar durante pelo menos dez minutos, como se fosse massa de pizza. Por fim juntar a manteiga derretida. Se a massa se colar às mãos, juntar mais farinha. Deixar levedar durante um hora num lugar quente e sem correntes de ar, até dobrar de volume. Estender metade da massa com o rolo até fazer um rectângulo do tamanho do tabuleiro. Barrar a massa com a manteiga derretida e polvilhar com o açúcar e a canela. Enrolar como uma torta e cortar em fatias com um dedo de altura. Deixar levedar por mais um meia hora. Pincelar cada caracol com ovo batido e cozer no forno a 200°C por 10 a 15 minutos até a base ganhar cor. Repetir a operação com a restante massa.

o caminho certo








Lembro-me perfeitamente da antiga Pousada, do soalho a ranger e do ar de casa parada no tempo. A casa continua lá onde agora é o restaurante. Está tudo no sítio, que foi muito bem reformulado. Quando puder ficar aqui uns dias a ler, hei-de passear pelo jardim e fotografar todas as ervas, aromáticas ou daninhas.

caminhos de santiago



Durmo um sono santo num quarto hi-tech, depois de ir à net, ao fb e ao mail. De manhã abro a cortina e vejo este postal e esta cadeira. Ficava já aqui fechada, a ler, durante uma data de tempo.

o peregrino





Entretanto fui a Santiago do Cacém, ao jantar de apresentação da carta do novo Chef do restaurante do Hotel Caminhos de Santiago, O Peregrino, José Júlio Vintém. Primeiro estas tentadoras entradas, depois o jantar que fotografei quase às escuras, o que é bom para o agradável ambiente, mas não ajuda nada à boa fotografia. Registei, sem máquina, as sensações fortes que esta cozinha de alma alentejana me provocou. É verdade que é preciso ter um estômago forte para não penitenciar depois de cometer este pecado.

a partilha


Ao contrário de certos momentos, as receitas, essas, podem ser partilhadas. E acreditem que esta vale a pena. São ameixas, vermelhas por fora e amarelas por dentro. A Cristina explica-me enquanto eu devoro, em câmara lenta, espero, três ameixas de seguida. Por vergonha, devo ter ficado a fazer horas para a quarta. Já não me lembro. Mas não me esqueço da receita: "Fazes uma cama de açúcar, molhado com água. Quatro paus de canela. Mandas as ameixas lavadas lá para dentro, deixas ferver. Quando começar a formar espuma deixas mais dez ou quinze minutos, depende da ameixa." Assim só, com gelado, natas ou o que se quiser. Genial.

O meu jantar II





Creme de cogumelos com parmesão ralado, filetes em papillote, temperados com limão, manteiga e tomilho-limão, espinafres salteados e puré de batata, o vinho produzido pela família da Cristina, a conversa. Perfeito. Mas o melhor veio a seguir.