uma espécie de diário visual, emotivo e muito pessoal, sobre até onde a cozinha me pode levar
comer com outros olhos
o meu almoço II
o meu almoço I
quente e frio
Receita dos caracóis:
5 dl de leite morno
50 g de fermento de pão
1 ovo
150 g de manteiga derretida
1 colher de café de sal
200 g de açúcar
1 colher de café cardamomo em pó
100 g de farinha de trigo
para o recheio
50 g de manteiga derretida
150 g de açúcar
1 colher de sopa de canela em pó
Misturar o açúcar com o leite morno e o fermento de padeiro, deixar por cinco minutos. Misturar com o ovo, o sal e o cardamomo e juntar a farinha a pouco e pouco, mexendo sempre. Continuar a amassar durante pelo menos dez minutos, como se fosse massa de pizza. Por fim juntar a manteiga derretida. Se a massa se colar às mãos, juntar mais farinha. Deixar levedar durante um hora num lugar quente e sem correntes de ar, até dobrar de volume. Estender metade da massa com o rolo até fazer um rectângulo do tamanho do tabuleiro. Barrar a massa com a manteiga derretida e polvilhar com o açúcar e a canela. Enrolar como uma torta e cortar em fatias com um dedo de altura. Deixar levedar por mais um meia hora. Pincelar cada caracol com ovo batido e cozer no forno a 200°C por 10 a 15 minutos até a base ganhar cor. Repetir a operação com a restante massa.
o caminho certo

caminhos de santiago

o peregrino




Entretanto fui a Santiago do Cacém, ao jantar de apresentação da carta do novo Chef do restaurante do Hotel Caminhos de Santiago, O Peregrino, José Júlio Vintém. Primeiro estas tentadoras entradas, depois o jantar que fotografei quase às escuras, o que é bom para o agradável ambiente, mas não ajuda nada à boa fotografia. Registei, sem máquina, as sensações fortes que esta cozinha de alma alentejana me provocou. É verdade que é preciso ter um estômago forte para não penitenciar depois de cometer este pecado.
a partilha

Ao contrário de certos momentos, as receitas, essas, podem ser partilhadas. E acreditem que esta vale a pena. São ameixas, vermelhas por fora e amarelas por dentro. A Cristina explica-me enquanto eu devoro, em câmara lenta, espero, três ameixas de seguida. Por vergonha, devo ter ficado a fazer horas para a quarta. Já não me lembro. Mas não me esqueço da receita: "Fazes uma cama de açúcar, molhado com água. Quatro paus de canela. Mandas as ameixas lavadas lá para dentro, deixas ferver. Quando começar a formar espuma deixas mais dez ou quinze minutos, depende da ameixa." Assim só, com gelado, natas ou o que se quiser. Genial.O meu jantar II



Creme de cogumelos com parmesão ralado, filetes em papillote, temperados com limão, manteiga e tomilho-limão, espinafres salteados e puré de batata, o vinho produzido pela família da Cristina, a conversa. Perfeito. Mas o melhor veio a seguir.