master chef - equipa do segundo prato

A segunda equipa também não teve a vida facilitada, eram muitas as operações que antecediam o empratamento. Escusado será dizer que nenhum prato ficou igual ao outro. O certo é que apesar de estar habituada a "meter o nariz" na cozinha de muitos e prestigiados chefes, a prespectiva de quem está à mesa é bem diferente daquela com que ficamos ao meter a "mão na massa".  Nunca mais vou olhar para um prato de alta cozinha da mesma maneira.

master chef - equipa das entradas

 
Ali estava eu, sentadinha, preparada para a maravilhosa degustação, quando o Chef Paulo Pinto nos avisa que temos que ir para a cozinha, porque quem ia fazer o empratamento, éramos nós. O grupo de jornalistas presentes foi então, dividido em três equipas: entradas, prato principal e sobremesa. Fiquei na equipa das entradas e, passado um minuto, lá estava eu, qual concurso do Master Chef, enfiada na cozinha, de avental,  a receber instruções que nunca mais acabavam, sobre a montagem dos pratos. Se pensa que a tarefa é fácil, desengane-se. Apesar de todas as emulsões, compotas, azeites aromatizados, etc, já se encontrarem confeccionados, ainda havia muito trabalhinho pela frente. Era preciso torrar o pão, colocar as compotas em cima, depois as fatias de mozzarella, levar a gratinar, fritar (não sei se este é o termo correcto) o fois gras, temperar a rúcula. E depois a montagem dos 18 pratos, sendo que todos deviam ficar iguais, depois de lhes acrescentar, pózinhos e emulsões disto e daquilo. Quem diria que aquele pratinho à minha frente, que devoro num ápice, dava tanto trabalho!

sabores de verão

Aceitei de imediato o convite do Chef Paulo Pinto para o almoço de apresentação da carta de verão do restaurante Belvedere. O dia estava radioso e lá fui eu directa a Cascais ao Grande Real Villa Itália Hotel & Spa. Depois de um cocktail de boas-vindas no bar La Terraza fomos guiados ao andar superior onde, paralela ao mar, uma enorme mesa posta, nos esperava. Perfeito, pensei eu, enquanto atacava a irresistível manteiga de ovelha, saboreava o vinho Senhor d'Adraga e me deliciava com as histórias sobre o Barão que o produziu.

tudo se transforma


Embora tardiamente, não posso continuar este blog sem manifestar a minha grande tristeza pela morte do David Lopes Ramos, por quem eu tinha a maior admiração. Aliás, o título e a vontade de fazer este blog provêm do que ele disse durante este debate a que assisti no Peixe em Lisboa.

o peixe em portugal

Temos peixe do melhor, é verdade. Mas nem todos o tratam como ele merece ou como nós o merecemos. Aos domingos em restaurantes à beira-mar, as famílias comem caldeiradas com molhos duvidosos em grandes tachos cheios de batata onde o peixe (des)aparece como figurante.