vila joya(I) - chegada ao paraíso

De um momento para o outro encontro-me a sobrevoar a A2. Sou levada directa ao algarve, por um potente BMW alado, sou uma autêntica Lili Caneças a achar-se princesa. Aterrámos no único sítio onde eu queria estar neste dia 15 de janeiro de 2012, o Vila Joya. Já estava tudo a ser preparado para o tão desejado jantar Koschina & Friends. Senti-me de imediato em casa e corri os cantos todos. A Maria João Almeida, companheira desta viagem, ainda chegou a tempo da prova de vinhos de Carlos Campolargo que entretanto servia os presentes. Nas traseiras da cozinha, um homem vendia facas. Cá fora montava-se bancadas, paineis. Os talheres, eram limpos um a um, as mesas postas, imaculadas. Neste paraíso há uma cadeira, cheia de luz à minha espera e nas floreiras crescem garrafas de MUMM. Mas o paraíso pode esperar que o que eu quero é ir para o centro da terra, a cozinha.

pão para todos e mais alguns


Todos os anos por esta altura a revista Cais monta uma enorme tenda em plena praça do Martim Moniz, para mimar os sem-abrigo e quem queira ali passar. Há um palco com música ao vivo, mesas e cadeiras e um balcão onde é distribuído pão fresquinho, isto é, quentinho. Atrás do balcão há inúmeros voluntários que ajudam o melhor que podem para que o pão não falte a ninguém, pelo menos durante estes quatro dias. No primeiro dia vêm uns quantos VIPS posar para a fotografia, mas alguns como o Ricardo Carriço, trabalham à séria. Quem se divertiu à grande foi a miudagem da comunidade romena, meus vizinhos aqui no bairro. Era vê-los a devorar a Beira-Alta, enquanto ao balcão era oferecido chocolate quente. Para o ano há-de haver mais.

a vida no campo (II)

 
Comi tanto que fiquei prostrada que nem um Cristo, mas as cores do outono (e a água das pedras) ajudaram-me a recuperar rapidamente.

a vida no campo (I)


Dinis Pires e Maria Carapinha, mais precisamente o director e a subdirectora do Convento do Espinheiro, são grandes divulgadores dos produtos e dos costumes locais. Todos os meses decorrem no convento as mais variadas actividades, sempre ligadas à terra e à cozinha. Em janeiro pode-se aprender a fazer pão ou compotas, só para dar um pequeno exemplo. Mas desta vez o motivo do convite foi a apresentação da carta de inverno do Chef Luis Mourão. O almoço decorreu na nova Tasca do Chef, que reproduz uma pequena cozinha rural, com lareira e um fogão a lenha. O lugar  ideal para degustar uns belos petiscos acompanhados de um bom vinho. O Vicente Themudo de Castro foi o centro das atenções antes e depois de abrir o computador para mostar o que anda a comer por esse mundo fora.