o último tacho

Este blog faz três anos, começou com o Peixe em Lisboa onde desta vez só consegui ir, mesmo no fim. Da caldeirada o peixe já tinha ido todo, mas ainda apanhei umas batatas com molho e pão para ensopar que, não desfazendo no dito,  é a parte que gosto mais.

aparição

 
Foi há muito pouco tempo que ouvi falar pela primeira vez da escorcioneira ou salsifis negro como lhe chamam em Espanha. Foi num jantar no Assinatura em que eu e o João Pedro Diniz comemos um puré de escorcioneira. Mal sabia eu que no Convento do Espinheiro ela me ia aparecer à frente. Foi primeiro à mesa, com os doces (escorcioneira cristalizada) e depois na horta que fiquei a saber tudo sobre a dita raiz. E ainda vim de lá com um saquinho de sementes. É muito interessante a história da escorcioneira, como se pode ver por aqui.

uma vida regrada

Sente-se logo quando os sítios têm alma, a forma como fui recebida pelo Director Dinis Pires, e a Subdirectora Maria Capinha, deu para perceber que gostam do que fazem, mais ainda, adoram o Alentejo e defendem e promovem os seus produtos. A horta é apenas um pequeno exemplo do que o amor à terra pode fazer. De resto é ver a quantidade de actividades possíveis, dentro e fora do Convento. Mas a que mais me dá vontade de voltar (a correr) para lá no dia 22 de abril, é  a de descobrir os segredos das ervas campestres com o Mestre Salgueiro, e almoçar umas sopas de cardinhos, catacuzes e poejos. Aliás, é um pecado não ir ver o Alentejo na primavera.

pecar, perdão, degustar

Vinha d'Ervideira Rosé 2009
Gaspacho e os pelinzinhos; Linguiça de Estremoz assada; Puré de pimentos assados para um filete de sardinha; Queijo de cabra panado com uma compota de tomate cacho; Costeletinha de borrego panada; Crocante de farinheira com ovos mexidos; Crocante de pão alentejano.
Terrenus Branco 2009
Sopa rica de peixe da costa Vicentina perfumada com aromas de poejo e hortelã da ribeira

Arroz malandrinho de bacalhau com coentros frescos
Scala Coeli 2007
Caldeirada de cabrito
Vazia de vitela na grelha, Emulsão de pimenta rosa e estragão, um Assado de primavera
Subtilezas conventuais em três texturas, servido com um Licoroso de Mouchção que a interessante conversa me fez esquecer de fotografar
E para terminar, um licor de poejos do Convento do Espinheiro, valha-me S. Jerónimo!



uma escada para o céu

Confesso que a imagem que eu tinha do Convento do Espinheiro era apenas a de uma fotografia dos claustros. Por minha culpa, nunca dei muita atenção. Pena minha, não sabia o que perdia. Só a igreja é motivo para ficar uma semana, isto já a contar com os banhos de sol na piscina. Eu ficava ali o resto da vida a cultivar, a cozinhar, a saber histórias do convento e a fotografar tudo o que me aparecesse. Mas além do Spa este convento está cheio de tentações e foi quando vi o alambique que comecei a perceber o conceito religioso do local. Mais tarde constatei que está tudo feito para nos converter.

amesterdão cidade aberta

 
 
Há a cidade da arquitectura comtemporânea que para mim é um grande motivo de inspiração. E há também, em certas pessoas, um grande espírito de partilha capaz de proporcionar novas experiências a artistas como o Olavo.