vila joya (III) - o tempo não pára

 
 São seis da tarde e subitamente a cozinha transforma-se, tudo é preparado para a próxima etapa. Desaparecem as tábuas onde foram cortados minuciosamente os mais diversos ingredientes, o chão e as bancadas são limpos e no fogão ultimam-se os cozinhados. Os chefs explicam a montagem dos pratos à atenta equipa que nesta altura do Festival, que começou a 12 de janeiro, já se move a red bull e a água das pedras. Muitos começam o dia às seis da manhã que deve ser a hora a que terminam as imperdíveis festas no Le Club. Imaginem o que é ser jovem e trabalhar numa cozinha a tempo inteiro. Não é fácil. E por falar em juventude, dou de caras com o João, o braço direito de Serge Vieira, (lembram-se?) que há dois meses trocou a calmaria das montanhas de Chaudes-Aigues, pelas águas agitadas do mar do Vila Joya.



vila joya (II)- o centro do mundo



 
 
 
 
Doze chefs, doze amigos, qual deles o mais estrelado pelo guia Michelin, preparam o jantar para 129 pessoas. O trabalho já começou à horas, a louça para o serviço está escolhida, afina-se o menu, os fogões estão ao rubro e o champanhe circula por toda a parte assim como todos os intervenientes neste acontecimento único. Cada um sabe exactamente qual é a sua função nesta engrenagem perfeita, incluindo eu própria que absorvo avidamente tudo o que se passa à minha volta. Esta cozinha é o mundo de Dieter Koschjna e ele e os amigos estão aqui a fazer o que mais gostam que é viver a vida.