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master chef-final

Se fosse no concurso do Master Chef, teríamos sido todos expulsos logo no primeiro episódio. Já nem falo da falta de jeito. Só o tempo que cada equipa levou a empratar, deixando os clientes a ver navios (neste caso, literalmente), seria razão mais do que suficiente para uma eliminação imediata. Moral da história: não é qualquer um que pode ser chefe de cozinha. São muitos anos a aprender, muita dedicação e muito amor ao trabalho. E logo eu, que em casa,  tenho fama de ser boa cozinheira. Obrigada Chef Paulo Pinto, por esta maravilhosa experiência. É caso para dizer que foi um dia bem passado, que o digam os turistas que ali mesmo ao lado, trabalhavam afincadamente para o bronze.
Será que alguém se lembrou de desligar o gás?

master chef - equipa das sobremesas

 

 
A sobremesa ainda me pareceu mais complicada, tal era quantidade de "adereços". Fazer a calda de champanhe para os morangos, fritar os pastelinhos. Pelo que vi, a grande dificuldade desta etapa foi espremer um saco de pasteleiro, mais ainda conseguir fazer uma linha contínua de creme. Parecia que tudo ia correr mal, mas depois de terminado o empratamento, os defeitos deixaram de se ver.

master chef - equipa do segundo prato

A segunda equipa também não teve a vida facilitada, eram muitas as operações que antecediam o empratamento. Escusado será dizer que nenhum prato ficou igual ao outro. O certo é que apesar de estar habituada a "meter o nariz" na cozinha de muitos e prestigiados chefes, a prespectiva de quem está à mesa é bem diferente daquela com que ficamos ao meter a "mão na massa".  Nunca mais vou olhar para um prato de alta cozinha da mesma maneira.

master chef - equipa das entradas

 
Ali estava eu, sentadinha, preparada para a maravilhosa degustação, quando o Chef Paulo Pinto nos avisa que temos que ir para a cozinha, porque quem ia fazer o empratamento, éramos nós. O grupo de jornalistas presentes foi então, dividido em três equipas: entradas, prato principal e sobremesa. Fiquei na equipa das entradas e, passado um minuto, lá estava eu, qual concurso do Master Chef, enfiada na cozinha, de avental,  a receber instruções que nunca mais acabavam, sobre a montagem dos pratos. Se pensa que a tarefa é fácil, desengane-se. Apesar de todas as emulsões, compotas, azeites aromatizados, etc, já se encontrarem confeccionados, ainda havia muito trabalhinho pela frente. Era preciso torrar o pão, colocar as compotas em cima, depois as fatias de mozzarella, levar a gratinar, fritar (não sei se este é o termo correcto) o fois gras, temperar a rúcula. E depois a montagem dos 18 pratos, sendo que todos deviam ficar iguais, depois de lhes acrescentar, pózinhos e emulsões disto e daquilo. Quem diria que aquele pratinho à minha frente, que devoro num ápice, dava tanto trabalho!