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sábados peruanos VI

Para terminar a refeição, um reconfortante chá de folhas de coca. E assim termina esta minha viagem ao Peru, para a semana hei-de lá voltar.

sábados peruanos V

Lomo saltado (finas tiras de carne de vaca, muito tenras, levemente salteadas com tomate, cebola roxa e batata frita, tudo cortado aos quartos. Os variados "ajíes" é que fornecem o perfume...)
Ceviche de pescado (peixe fresco marinado em sumo de lima, sal grosso, alho, cebola roxa, ervas aromáticas, ají amarillo, ají juno; batata doce e milho cozido a acompanhar)
Yuquitas fritas (mandioca frita) y Papitas com ají (bolinhas de puré de batata amassada com agí amarillo e ají mirasol) con sus salsas peruanas
Pisco sour, a tal nuvem que se eleva de um pomar de citrinos. (O Vasco Pimentel é o poeta)

sábados peruanos IV


A intervenção no "Palheirinho" não se limitou à cozinha. Desde a música à tapeçaria do Peru a Gabriela e o Vasco trouxeram tudo o que tinham em casa que pudesse dar ambiente ao evento. A própria Gabriela, trazia vestida uma saia com um "bordado peruano a la mano".

sábados peruanos III




E foi assim que no sábado à noite "O Palheirinho"se transformou num 2 em 1, isto é, enquanto o Chef Franjo dava o seu peruvian cooking show o Sr. Manuel tratava de grelhar a carne para os clientes habituais da casa e, olhando para o ceviche, dizia: — "Peixe crú? Tá bem tá, vocês é que sabem..."

sábados peruanos II






Antes de vos mostrar o que comi vou tentar explicar o conceito destes jantares, pois além de serem uma reunião de amigos que trazem outros amigos é no contexto em que decorre a refeição que reside toda a graça deste projecto. É uma espécie de infiltração. "O Palheirinho" um típico restaurante de cozinha portuguesa com decoração a condizer foi "ocupado" pela cozinha peruana.

sábados peruanos I


Os mentores do projecto, ou melhor, deste conceito de jantar, Vasco Pimentel e a sua mulher Gabriela, peruana, claro está. E quem fez o jantar, o Chef Franjo Pravdic (o meu computador não me deixa pôr o acento agudo no c), também do Peru.

viagens na minha terra II

"Mistura da mais fina aguardente peruana (nada, mas nada a ver com a nossa...) com sumo de lima, gelo, xarope de açúcar e clara de ovo. Uma nuvem, uma bebida que não se bebe, absorve-se como uma nuvem que se eleva de um pomar de citrinos." Foi assim que começou o jantar do 1º sábado peruano em Lisboa, com esta descrição e depois, a prova da bebida de bienvenida, o Pisco Sour. E foi assim que eu viajei até ao Peru.