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pão para todos e mais alguns


Todos os anos por esta altura a revista Cais monta uma enorme tenda em plena praça do Martim Moniz, para mimar os sem-abrigo e quem queira ali passar. Há um palco com música ao vivo, mesas e cadeiras e um balcão onde é distribuído pão fresquinho, isto é, quentinho. Atrás do balcão há inúmeros voluntários que ajudam o melhor que podem para que o pão não falte a ninguém, pelo menos durante estes quatro dias. No primeiro dia vêm uns quantos VIPS posar para a fotografia, mas alguns como o Ricardo Carriço, trabalham à séria. Quem se divertiu à grande foi a miudagem da comunidade romena, meus vizinhos aqui no bairro. Era vê-los a devorar a Beira-Alta, enquanto ao balcão era oferecido chocolate quente. Para o ano há-de haver mais.

tudo à minha porta










A minha cadela Rosa Maria assiste à fanfarra Kocani Orkestar oriunda da Macedónia, o meu amigo John do Bangladesh, lê o jornal do bairro, o Rosa Maria. O meu amigo Besiga feliz com o filho. Os meu vizinhos, vêm para a rua uns ligados ao Skype, em directo, para algures na Índia. Outros escutam os sons do bairro de olhos tapados. Outros não querem nada com TODOS. Há ainda um baile no Grupo Excursionista Recreativo dos Amigos do Minho. E o festival acaba no Martim Moniz com o pessoal ao rubro a dançar ao som, thecno-house-bollywood, do DJ MK. Para o ano há mais.

bolo da lua


No workshop de cozinha chinesa aprendi que durante o mês de Setembro é costume na China oferecer-se o Bolo da Lua que em Lisboa se encontra à venda em algumas mercearias do Martim Moniz