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brunch at eleven


 O meu sonho agora é ir ao sábado ao Eleven, brunchar. ou é branchar? Não sei que nome hei-de dar a esta refeição na nossa língua. Mas sei que é o melhor que me podem dar. Um pequeno almoço que me serve de almoço (lunch) e de lanche, é para mim, a refeição perfeita. O brunch do Eleven tem tudo o que um brunch deve ter mais o facto de não ser self service. É para a contemplação total. E depois, para digerir tanta felicidade e tanta fartura, para chegar aos píncaros, é descer o Parque a pé. Lisboa, és mesmo linda, penso, enquanto assimilo tudo, mais o cheiro da primavera que já espreita.

o outono em lisboa



E assim vou passando o outono em Lisboa. Um brunch em casa da vizinha com tamales que uma amiga mexicana lhe ensinou a fazer. Dividimos o interior de cada um dos lindos embrulhos de folhas de milho e de bananeira. Saboreio a galinha com chocolate enquanto ouço a descrição detalhada do processo de construção dos tamales. Vemos fotografias da pequena cozinha onde várias mulheres de várias nacionalidades passaram a tarde do dia anterior a partilhar as suas vidas, na linguagem universal que é a cozinha. É como se estivesse estado lá. Aprendo a fazer uma lanterna com a casca de uma tangerina. Corta-se a casca ao meio no sentido horizontal e retira-se a metade superior com cuidado para deixar o filamento interior do fruto intacto, o pavio. Enche-se a metade inferior com azeite e eis uma lamparina. O João chega de Paris com um queijo de cabra fresco na mão e eu que moro ao lado não vou soprar o balão. Enfim, uma tarde frutífera.