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a partilha


Ao contrário de certos momentos, as receitas, essas, podem ser partilhadas. E acreditem que esta vale a pena. São ameixas, vermelhas por fora e amarelas por dentro. A Cristina explica-me enquanto eu devoro, em câmara lenta, espero, três ameixas de seguida. Por vergonha, devo ter ficado a fazer horas para a quarta. Já não me lembro. Mas não me esqueço da receita: "Fazes uma cama de açúcar, molhado com água. Quatro paus de canela. Mandas as ameixas lavadas lá para dentro, deixas ferver. Quando começar a formar espuma deixas mais dez ou quinze minutos, depende da ameixa." Assim só, com gelado, natas ou o que se quiser. Genial.

O meu jantar II





Creme de cogumelos com parmesão ralado, filetes em papillote, temperados com limão, manteiga e tomilho-limão, espinafres salteados e puré de batata, o vinho produzido pela família da Cristina, a conversa. Perfeito. Mas o melhor veio a seguir.

a mesa posta



Há grandes prazeres que são difíceis de partilhar com quem não esteve lá, por serem tão locais, tão pessoais. Ter amigos que se dão ao trabalho de reunir as suas mais bonitas peças, de cozinharem e prepararem tudo, para nos receber como uns reis. É um privilégio. Mais o pormenor do serviço ser made in Macau, trazido pelo bisavô Sabido da Cristina.

O meu jantar I






Enquanto o jantar é preparado, somos mimados com cubinhos de queijo e marmelada e tomate cereja com passas e vinagre balsâmico.