

A ideia da festa era genial, os chefes "bombaram" altamente nos seus pratos, todos diferentes, todos muito bons. Faltou "bombar" a música. E depois o pessoal gosta é de comer sentado. No party.
uma espécie de diário visual, emotivo e muito pessoal, sobre até onde a cozinha me pode levar


A ideia da festa era genial, os chefes "bombaram" altamente nos seus pratos, todos diferentes, todos muito bons. Faltou "bombar" a música. E depois o pessoal gosta é de comer sentado. No party.

Entrada



O ponto alto do primeiro dia foi a apresentação de Luis Baena, que falou do seu trabalho nos últimos cinco anos. Ficou esta sua frase: "Há uma progressão narrativa no trabalho do cozinheiro." O prato da fotografia é Atum braseado, Polvo 8 minutos, Feijão e Coco.


Estava eu a admirar estes fabulosos lustres dos anos 70, quando me lembrei que a última vez que ali tinha estado foi numa moda-lisboa-cascais-estoril, era aqui a sala VIP. E por falar neles...

Os cozinheiros falam da sua experiência como gestores. Nuno Barros, Chefe de Cozinha, 2780 Taberna, Oeiras; Paulo Amado, moderador; Luís Américo, Chefe de Cozinha, Restaurante Mesa; Fausto Airoldi, Chefe Executivo, Evolução Gastronómica, por esta ordem na fotografia. Isto sob o olhar atento da numerosa assistência. (A propósito, onde se meteram todos, que ninguém estava na food party?)




Fico sempre comovida ao ver, como diz Maria de Lourdes Modesto, "a rapaziada" a cuidar com tanto amor a cozinha portuguesa e a gostar daquilo que faz. João Sá o Chefe de cozinha e o Escanção, Manuel Moreira, sócios do G-Spot em Sintra apresentaram "O Vinho e a Cozinha/A Cozinha e o Vinho".

Este foi o meu almoço. Numa sala os salgados. Do outro lado do Salão as sobremesas, o café e a água das pedras. O light design estava para food party, só faltou DJ que pratos havia com fartura.

Adozinda Gonçalves, Chefe de Cozinha (Solinca Catering), apresentou um Robalo crocante com ervas e broa de Avintes sobre milhos à moda do Douro com espuma de coentros, que me abriu logo o apetite para o almoço. Eis a receita para uma pessoa retirada da revista do Congresso, a receita, é claro.




Chego mesmo no fim da apresentação de Francisco Gomes, Chefe de Pastelaria da Confeitaria A Colonial em Barcelos. Seria uma história contada através de macarons? Pois não perguntei. Resolvi ficar a sonhar com o catálogo.


Mal me começo a habituar à escuridão da Salão Preto & Prata, o espaço eleito para o evento, vejo o Virgílio Gomes prestes a ingerir aquilo que me pareceu ser uma espuma de alheira de bacalhau. Mas quando me aproximei, respirei de alívio, afinal era algodão doce.
Para variar, chego atrasada ao Congresso Nacional dos Profissionais de Cozinha no Casino do Estoril. Este fumo branco ainda deve ser do Jesus, apanhado nestas andanças pela primeira vez, que os nervos eram muitos, contou-me depois. Do cachimbo do Duarte Calvão não era, que ele estava em Madrid, vim a saber mais tarde.
A caminho de casa dou um salto aos Amigos da Severa e cruzo-me com a Nossa Senhora de Fátima. Do lado esquerdo está o António da Severa.